sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mordi a língua



Tá, devo admitir que mordi a língua. Eu, que não dou a mínima para Carnaval, participei de uma folia mirim na casa do Marzinho e da Lisi. E o que é "pior": adorei! Os filhos realmente mudam a gente. Assim que Davi recebeu o convite, lá fui eu atrás de uma fantasia para o moleque. Peguei uma bermudinha de surfista, o chapeuzinho australiano que ganhou dos primos "americanos" Nado e da Cláudia, comprei um colar de flores na primeira loja de 1,99 que achei e lá estava ele com uma fantasia de havaiano, fazendo par com a Maluzinha (filha da Lu Altmann) também havaiana.

Só os filhos mesmo para mudar a gente assim tão rápido. Mas quer saber? ADORO isso. Sou que nem o Raul, prefiro ser esta metamorfose ambulante eterna do que ser aqueles seres de opiniões formadas, radicais e rancorosos que a gente encontra pelas estradas da vida.

Não que eu tenha mudado completamente minha visão sobre o Carnaval, não mesmo. Continuo achando uma festa encalorada, chata e sem sentido. O que mais gostei deste Carnaval foi deitar na cama à noite embaladinha pelo vinho e ver 15 minutos dos desfiles dõ Rio e São Paulo antes de dormir. Isto me agrada. Vende o Brasil, a sua raça e a sua criatividade para os gringos metidos que acham que aqui só tem violência e futebol.

Mas quer saber mesmo? Entre desfiles, festas mirins e calor horroroso de fevereiro, ainda prefiro a Páscoa e o Natal. Mil vezes!!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A obrigação do Carnaval

Parece que as pessoas enlouquecem no Carnaval. Existe uma necessidade coletiva de dançar, ficar feliz, se fantasiar (no mais amplo sentido da palavra) ou beber até cair. Ahhh, também tem a necessidade quase biológica de viajar, ir para algum lugar provavelmente lotado, com uma diária de hotel/pousada/camping astronômica, fila por todos os lados e sossego zero.

Não gosto do Carnaval. Não sei exatamente o motivo, mas existe qualquer coisa de falso e triste neste período do ano. Não que as pessoas não estejem realmente felizes, podem até estar. Mas é a obrigação de estar feliz, ou pular em algum clube ou viajar que transforma a data em algo meio hipócrita. O Ano Novo também é assim, mas no dia 31 de dezembro ainda existe um motivo a mais: um ano novo começa, novas expectativas, novas promessas, ainda que tudo continue EXATAMENTE IGUAL no dia seguinte. No Carnaval não, o ano já começou, em geral chove (pelo menos em SC), ainda está irritantemente quente e a minha região (em Balneário Camboriú) entope de gente sem noção. A treva!

Então, vamos a mais um Carnaval. Pretendo ficar em casa, dormir, visitar alguns amigos, visitar meus pais, curtir meu Davi, trabalhar um pouco nesta vida de jornalista freelancer sem horários. Ou seja, exatamente como qualquer final de semana.

E bom Carnaval para todos!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

chuva, chega mais!



Ahhhh, finalmente a chuva linda, limpa, refrescante. Chuva necessária, para aliviar a alma e refrescar os miolos. Tá fresquinho, gostoso, saboroso. Dá vontade de sair correndo no meio dela, de pisar em poça d'água, de fazer molecagem.

Depois do calor que beira o insuportável, ela, a chuva, a água natural da terra, chega para nos aliviar. E se pararmos para pensar, é engraçado como ela pode ser tão temida e tão bem quista em tempos diferentes. Especialmente aqui em SC.

Neste momento, choveeeeeee chuva, chega mais!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Que calor é esse???

E alguém sabe dizer quando vai passar este calor insuportável??? E tem gente que ainda não entende como não consigo gostar do verão. Te dou pelo menos meia dúzia de bons/maus motivos para isso: saimos do banho irritantemente suados, dormimos mal, fedemos mais, moleza no corpo, qualquer sol já arde o corpo. Tá, ok, não sou ser tão pessimista. Tomar banho de mar é legal e isso é beeeem legal no verão. Mas só!!!

Não sei você, mas a temperatura ambiente é DIRETAMENTE proporcional ao meu humor!

Motivos para amar um inverno bem frio: vinho tinto, edredon, chocolate quente, dormir abraçado, roupas elegantes, gente elegante, vento gelado no rosto na beira da praia (amo!!!), dias lindos de sol no litoral catarinense, gorro na cabeça, cachecol no pescoço, disposição para tudo.

Quando me aposentar, ainda me mudo para algum lugar onde o verão não passe dos 20 graus. E o inverno beire os 2 graus negativos. Tipo serra catarinense. Ou Alaska.

:D

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uma imagem


Não precisa de mais nada. Um carinho dominical, uma rede para não fazer nada, um vinho tinto para embalar. É só isso (e tudo isso) que me faz feliz. Ou ainda uma imagem como esta, em que o mundo pára e sintetiza quase tudo. O amor é coisa para lá de boa. Assim, perto de mim, com um chamego assim.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vida simples



Amo vento. Vento e frio, juntos ao mesmo tempo. É a natureza bruta, lambendo o rosto e lembrando quem é que, no fundo, ainda manda no planeta. Na volta de Buenos Aires até Colônia, já na volta para casa, filmei o vento batendo em nossos rostos, no topo da embarcação. Davi fechava o olhinho e sorria, feliz.

Gosto do extremo sul do Brasil. Gosto da Reserva do Taim, de fotografar os bichos e sentir o quanto o nosso País é imenso, diferente, multicolorido. Passamos pela Reserva do Taim na volta de viagem. A felicidade é tão simples. Não é?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sol do Rio da Prata



Como diria meu pai, viajar e comer são duas as melhores coisas desta vida. Concordo em número, gênero e grau. E entre descobertas e re-descobertas, digo que o por e nascer-do-sol no Rio da Prata é um dos mais lindos que já vi. Segue fotinho tirada hoje pela manhã, as 7h15min da manhã, entre o Uruguai e a Argentina, a bordo do barco que nos trouxe até Buenos Aires.

Gosto desta cidade por um milhão de bons motivos. Faz parte de histórias. De linhas escritas. Toda uma vida.